(Re)Significa

Muito se pergunta, “por que não”, mas na verdade estou curiosa pelo “E se não fosse”. E se não fosse toda dor, escuridão. Quem seriam essas vidas? Quais seriam seu nomes, suas risadas, alegrias, paixões e tristezas. Há todo um mundo que nunca vai ser descoberto, por que só contamos a história por um lado, parte dela foi esquecida, relegada ao acaso. Mas a gente se cria pela (re)significância, nesse mundo tudo se cria. Se renova, transforma.

Discutir a narrativa das vidas negras não é algo novo, mas tem potencial revolucionário. Produzir em cima de nossas histórias faz parte do processo de reconstrução da nossa identidade, para nós mesmos e para a sociedade. O negro brasileiro tem história além da escravidão, tem profundidade que resiste a opressão e precisa ser vista! Precisamos ser vistos!

Na hora de nos caracterizar, vale mais que a nossa cor, nosso nariz e nossos cabelos. Vale nossa história, nossa beleza e a nossas virtudes.

(Re)Significa. Vamos discutir narrativas negras?

Para ti comandante das armas de palmares, filho irmão, pai de uma nação.
O que nos destes, uma lenda uma história ou um destino?
Oh rei de angola jaga, ultimo guerreiro Palmar.
Eu te vi Zumbi, nos passos e nas migrações de seus descendentes.
Te vi adolescente, sem cabeça nos livros de história
Eu te vejo mulher em busca do meu eu
Te verei vagando oh estrela negra!
Oh luz que ainda não irrompeu!
Eu te tenho no meu coração e na minha palma de mão, verde como Palmar
Eu te espero na minha esperança do tempo que há de vir – Beatriz Nascimento

Mais do que artes nas paredes ou ruas, o objetivo é discutir nossas narrativas!